Blog do Laboratório

Dicas essenciais para manter os dispositivos móveis seguros

fevereiro, 19, 2013 12:04 pm

De acordo com um estudo conduzido pela ESET, em parceria com a Harris Interactive, uma em cada dez pessoas, já ficou sem um dispositivo móvel por roubo ou perda, significando que contactos, fotografias, documentos e outras informações confidenciais podem estar a circular livremente na Internet.

Para dar resposta a este problema juntámos cinco dicas que poderão ajudar os utilizadores a estarem mais preparados e protegidos, para estas eventualidades.

 

1. Proteja os dispositivos por palavra-passe

Embora possa ser uma medida aparentemente óbvia, muitos usuários não colocam uma palavra-passe que impeça o acesso não autorizado aos seus dispositivos, quer se tratem de smartphones, computadores ou tablets. É algo simples de fazer e pode evitar grandes dores de cabeça.

Android

Se estiver num sistema Android deverá deslocar-se às definições do sistema e posteriormente localizar a opção segurança.  Escolha a opção pin ou palavra-passe, conforme for mais conveniente e introduza-as para ativar. Depois da introdução terá de confirmar e dar um clique em avançar. A partir deste momento quem não souber o pin ou a palavra-passe não poderá acessar aos seus contatos, mensagens, fotografias, entre outras informações.

iPhone / Ipad

Se estiver no iOS vá em Settings, depois em geral e localize a opção bloqueio por código. Ative-a introduzindo o código que pretende atribuir ao dispositivo para acessar ao sistema. Confirme-o e a partir desse momento, passa a ser necessário introduzir um pin para utilizar o iPhone ou o iPad.

2. Crie cópias de segurança

As cópias de segurança são algo que praticamente todos os utilizadores sabem que devem fazer, mas poucos passam da teoria à prática.

Android

A primeira coisa que deve fazer é assegurar-se que tem as cópias de segurança ativadas. Para isso basta ir a definições e posteriormente acessar a cópia de segurança e reposição.  Verifique se há o item Fazer uma cópia de segurança. Esta cópia de segurança funciona ao nível do próprio Google. Para além disso, existem ainda aplicações adicionais que podem ajudar. Um bom exemplo passa pelo Master Backup que está disponível em https://play.google.com/store/apps/details?id=com.BackMaster. É grátis e permite fazer uma cópia de segurança de praticamente todas as informações localizadas no telefone para o cartão SD.

iPhone / iPad

O iTunes é a ferramenta essencial para fazer uma cópia total de todos os dados contidos no seu iPhone ou iPad. Tudo é tão simples como ligar o dispositivo ao computador e posteriormente no iTunes dar um clique no canto superior direito na opção iPhone ou iPad e posteriormente no separador sumário, escolher a opçãoFazer cópia de segurança agora. Não se esqueça de selecionar o local de destino, chamado, iCloud ou para o computador.

3. Utilize software de localização

Recuperar o seu dispositivo não é de todo impossível, especialmente se conseguir comunicar com ele de forma remota. A ESET possui, para sistemas Android, uma aplicação denominada ESET Mobile Security que permite bloquear remotamente o smartphone para impedir o acesso não autorizado aos dados e ainda localizá-lo remotamente.

4. Tenha os seus dispositivos debaixo de olho

Não deixe os seus dispositivos sem vigilância em locais públicos. Deixá-los em cima de uma mesa, no carro, no aeroporto ou num restaurante, mesmo que seja por alguns segundos, é pedir que os roubem. No estudo ESET / Harris Interactive, concluiu-se que um em cada cinco dispositivos foram furtados no carro e 12% em transportes públicos.

5. Utilize palavras-passe seguras

As palavras-passe embora fáceis de definir, são uma dor de cabeça para muitos cibernautas, dado que a utilização de uma expressão muito simples pode ser uma porta de entrada para muitos utilizadores mal intencionados e colocar em risco o seu e-mail, os seus dados pessoais e até contas bancárias. Para estar protegido com maior eficácia deverá utilizador diferentes classes de caracteres, como por exemplo, letras e números, escolher palavras e assuntos dos quais fala pouco e separar duas palavras por símbolos e números.

A ESET disponibiliza duas aplicações que o podem ajudar a estar mais protegido, quer no que diz respeito ao seu computador portátil, quer no caso do smartphone ou tablet Android.

Protecção para Mobile– ESET Smart Security

O sistema AntiFurto auxilia os utilizadores a localizarem os seus portáteis em falta, sendo possível a monitorização das atividades realizadas nos dispositivos. Tira fotografias de quem está na posse indevida do computador, através da câmara integrada e indica em um mapa onde o computador se encontra, utilizando para o efeito os dados recolhidos nas redes Wi-Fi que se encontram na área. Os dados recolhidos podem ser acessados com facilidade em http://my.eset.com.

Mais informações em http://www.eset.com/pt/home/products/smart-security/

Protecção para dispositivos Android – ESET Mobile Security

Protege todos os vetores do seu smartphone e combina a detecção robusta do nosso motor de análise com antispam avançado e funcionalidades antifurto para proteção em tempo real esteja onde estiver.

 

Saiba mais em www.eset.com.br

Smartphones: foco das ameaças digitais em 2013

janeiro, 31, 2013 5:18 pm

Relatório da ESET sobre tendências em ameaças digitais para 2013 aponta que neste ano o foco dos criminosos virtuais serão os dispositivos móveis. Os smartphones, tablets e afins podem ser vítimas de ataques envolvendo sites violados.

As detecções de códigos maliciosos para mobile multiplicaram 7 vezes na Argentina, 10 vezes no Chile e 4 vezes no Uruguai, e é esperado que continuem a crescer. Além disso, um dos principais tipos de ataque atualmente é tentar forçar o usuário a assinar serviços de mensagem instantânea pagos, visando obter o lucro associado (40% das detecções).

Em segundo lugar nos golpes para mobile, está a transformação do aparelho em um integrante de uma rede zumbi (botnet), controlada por criminosos (32%). Em terceiro lugar, temos o roubo de informação nos smartphones (28%).

De acordo com a pesquisa da ESET América Latina, está mudando também um paradigma relacionado à propagação de malware: a utilização de meios tradicionais como e-mails e dispositivos removíveis está dando espaço para a exploração de sites para intermediar a infecção às suas vítimas.

Para ter acesso ao relatório completo, clique aqui.

Mauro Albuquerque
Marketing Analyst – ESET Brasil.

Analisando malware em Android: Primeiros passos.

janeiro, 2, 2013 9:23 am

Ao longo deste ano, temos compartilhado com você uma grande quantidade de análises e situações em  que um código malicioso para dispositivos móveis afetou aos usuários de Android, não somente a nível mundial como também na América Latina. Por outro lado, temos comentado sobre os resultados das investigações que realizamos no Laboratório da ESET Latinoamérica, não tínhamos compartilhado com vocês sobre as metodologias de análises, as técnicas ou ferramentas que podem-se utilizar para este assunto.

Na primeira instancia, uma vez que definimos os objeticos das análises deveríamos falar sobre as ferramentas que podemos utilizar, onde encontrá-las e como preparar um correto ambiente para a análise de malware em Android. Para simplificar um pouco esta tarefa, vamos nos centrar em uma distribuição de Linux:  Santoku. Esta distribuição vem especialmente armada para poder analisar códigos maliciosos, buscar vulnerabilidades ou outra grande quantidade de tarefas em relação as plataformas móveis portanto conta com muitas ferramentas úteis e efetivas para analisar malware, atualmente a versão disponível é a 0.3 Alpha.

Ferramentas como apktool, dex2jar, Droidbox, Androguard, são de grande utilidade no momento de analisar um malware para Android. Cada uma delas tem distintas funcionalidades e somodas a um pouco de trabalho o resultado é ótimo.  Uma aplicação de Android é na realidade um arquivo com extensão “.apk” o qual da mesma forma, se alguém tentar abrir um arquivo compactado que se parece com a seguinte estrutura:

O diretório META-INF encontram-se os certificados da aplicação e outra  informação sobre sua estrutura. A pasta res contém os recursos da aplicação como por exemplo os ícones, imagens e outros dados mas que não se encontram compilados. Logo temos 3 arquivos no diretório raiz, o arquivo resources.arsc contém todos os recursos compilados para a aplicação, classes.dex que contém o código da aplicação compilado em um formato que interpreta a máquina virtual de Dalvik e o arquivo AndroidManifest.xml é onde se encontra informação sobre a aplicação como por exemplo, permissões, serviços, recebimentos e a versão de Android com a qual é mais compatível.

Sem extrairmos o AndroidManifest.xml e tentarmos ler seu conteúdo é possível observar que não se encontra legível, o mesmo ocorre com o arquivo classes.dex, para evitar um trabalho complicado de compreender estes formatos, veremos de que maneira levá-los a uma linguagem mais legível e fácil de entender. Acompanharemos a aprendizagem das análises de malware para Android com um caso real, pelo tanto vamos a analisar o arquivo como MD5: b1ae0d9a2792193bff8c129c80180ab0.

Vamos utilizar apktool para decodificar o arquivo e poder ler seu conteúdo e desta maneira analisar as permissões que solicita a aplicação para sua instalação e execução. É muito importante ler com atenção a informação fornecida pelo AndroidManifest.xml já que se podem identificar características importantes da aplicação ou sessões de seu código das quais vamos prestar atenção a medida que avançamos com as análises:

Ao ler o conteúdo do arquivo, pode-se identificar sua estrutura e suas sessões. Dentro da informação que provê este arquivo pode-se identificar a versão  da aplicação (android: versionCode e android:VersionName) em que versão de Android funciona  (android:minSDKVersion) como assim também as permissões que requer para sua execução. No caso de ameaça analisada, pode-se observar que solicita uma grande quantidade de permissões, os quais devemos analisar em detalhe e com o tempo aprender a identificar quais são mais perigosas que outras.

Uma vez que identifiquemos as principais seções da aplicação e os pontos mais importantes chega o momento de analisar o código e ver em detalhe quais são as ações tomadas em caso de que sucedam os eventos que nos importam. Neste momento, é importante entender que é o que devemos buscar e como encontrá-lo. Por exemplo, se se tenta analisar que código que se executa quando chega um mensagem de texto, tem que se buscar dentro da pasta  smali o arquivo SecurityReceiver.smali, ao abri-lo podemos ver o bytecode da aplicação e analisar seu funcionamento:

Recapitulemos, ao iniciar as análises de um código malicioso para Android uma das primeiras coisas que se deve fazer é entender sua estrutura, buscar as permissões e para logo investigar em detalhe o que se faz na aplicação e tentar acessar seu código. Até agora vimos como descompilar o malware com apktool e acessar os recursos como no AndroidManifest.xml e encontrar o bytecode da aplicação e os métodos e classes que queremos analisar, ainda que fique muito por fazer. Na próxima parte veremos a estrutura dos componentes mais importantes de uma aplicação e como obter o código de uma maneira mais legível, para continuar com as análises, se querem conhecer mais informações sobre o código malicioso que estamos analisando, podem acessar ao Trojan em Android: Violando sistemas dedupla autenticação  e Android Botnets: o roubo de mensagens de texto.

Mantenham-se atentos porque continuaremos as análises de malware em Android nas próximas semanas!

Pablo Ramos

Security Researcher

Vulnerabilidade em Android afeta Samsung Galaxy S2 e S3.

dezembro, 28, 2012 9:47 am

Durante o fim de semana, surgiu uma nova vulnerabilidade para o sistema operacional Android que permite o acesso a toda memória física e que afeta pontualmente os dispositivos da reconhecida marca coreana. Já durante 2012 foram identificadas brechas de segurança nos dispositivos que utilizam Android, algumas utilizadas para SMiShing ou a vulnerabilidade para a qual ESET desenvolveu uma ferramenta gratuita associada aos comandos USSD.

No caso da vulnerabilidade citada foi apontada pelo blog da comunidade de programados XDA Developers, além de permitir o acesso  à leitura de  memória, também pode-se outorgar privilégios do administrador sobre seu dispositivo. Esta vulnerabilidade afeta os dispositivos móveis que utilizam processadores Exynos (4210 e 4412) que podem ser encontrados em smartphones como o Galaxy Note e o Galaxy SII e Galaxy SIII, estes dois últimos dispositivos possuem grande presença no mercado mundial.

Apesar de ainda não ser detectado código malicioso para explorar a vulnerabilidade, na mesma comunidade onde a vulnerabilidade foi introduzida havia um arquivo APK que usa o exploit original para obter privilégios da raiz e instalar aplicações em qualquer dispositivo que usa o processador Exynos .

Este tipo de vulnerabilidade deixa aberta a possibilidade para que cibercriminosos possam utilizar e desenvolver códigos maliciosos que permitem tomar o controle de dispositivos que possuam Android. Como se antecipou o Laboratório de Investigação da ESET Latinoamérica, em nosso informe de Tendências em matéria de códigos maliciosos o crescimento que tem ocorrido do sistema operacional móvel Android, tem sido acompanhado igualmente de um aumento de malware desenvolvido para este tipo de dispositivo, e ao ser este sistema operacional de maior crescimento, o mesmo se reflete no interesse dos ciberdeliquentes para buscar as falhas e poder ober algum tipo de retorno econômico.

Lembramos a nossos usuários que nossa solução de segurança para dispositivos Android, ESET Mobile Security, detecta esta ameaça sob a assinatura Android/Exploit. Lotoor. Além disso, para conhecer boas práticas para gerenciar de forma segura a informação que se usa nos dispositivos móveis, podem acessar de forma gratuita a nosso Guia para usuários de dispositivos móveis em que se analisam as principais ameaças que afetam os dispositivos móveis e as medidas que um usuário pode adotar para diminuir o impacto deste tipo de ataques e perigos para que se possa fazer um uso seguro e consciente e consciente destes dispositivos móveis.

H. Camilo Gutiérrez Amaya

Especialista de Awareness & Research

Falha em Angry Birds propaga Boxer.

dezembro, 26, 2012 10:56 am

Os grandes avanços no desenvolvimento de tecnologias móveis tem convertido os dispositivos em intens indispensáveis, não somente para levar a cabo as tarefas diárias sejam pessoais ou de trabalho, mas também em peça fundamental para o ócio. Uma das últimas aplicações que tem tido grande acolhida entre os usuários de jogos em dispositivos móbile é uma nova versão de Angry Birds desta vez ambientada no universo Star Wars. E é precisamente esta popularidade a que tornou-se alvo dos desenvolvedores de códigos maliciosos.

Neste caso, foi desenvolvida uma aplicação maliciosa fazendo crer o usuário que trata-se de uma versão completa e não paga do popular jogo, a qual pode-se fazer o download de alguns repositórios não oficiais de aplicações para dispositivos Android, como um arquivo apk e que se pode instalar diretamente do celular. Uma vez que tem-se instalado a aplicação o dispositivo começa a enviar mensagens de textos a números SMS Premium, o qual implica uma perda econômica para o usuário e que por último poderia chegar a exceder o custo da aplicação oficial.

Particularmente este código malicioso é detectado por uma solução ESET Mobile Security como Android/TrojanSMS.Boxer.AQ.Gen, uma variante do já conhecido SMS Trojan. Uma análise deste código malicioso, deixa ver no AndroidManifest.xml  as permissões que estão sendo requeridas. Neste ponto ressalta-se obviamente o envio de mensagens SMS. O importante que deve estar claro para os usuários sobre este tipo de subscrição é que uma vez que o usuário aceita a instalação está aprovando uma série de condições nas quais assume a responsabilidade de todo o gasto que possa ocorrer. Também dentro do código há uma porção desta ameaça compatível com a versão 4.0 do Android.

AndroidManifest

Cabe recordar que desde o Laboratório da ESET Latinoamérica foram seguidas a uma amostra deste código malicioso cuja particularidade radicava em que também de afetar nove países latino-americanos que fazia também sobre outros 54 países mais a nível mundial, pondo em evidencia a atratividade que tem se convertido o mercado da América Latina para os ciberdelinquentes. Mais informação sobre este caso pode-se encontrar com mais detalhe no informe SMS Boxer Trojan.

O grande problema com este tipo de malware é que eles geram uma perda econômica a vítima, quem descobre que está infectado uma vez que seu saldo se esgote ou que chegue sua fatura de cobrança.  Por  tal motivo a primeira alternativa que um usuário deve ter é contar com uma solução de segurança que ajude a identificar se seu smartphone está infectado com este tipo de código malicioso ou com algum outro que possa por em risco a segurança de sua informação. ESET Mobile Security conta com o premiado motor de heurística de ESET que junto com outras funcionalidades como o antispam e o firewall oferecem proteção em tempo real contra as ameaças conhecidas e emergentes, sem afetar o rendimento.

Como parte de alguns conselhos práticos para proteger os dispositivos móveis, cabe ressaltar o cuidado que devem ter os usuários ao baixar aplicações de repositórios não oficiais, pois os controles para determinar se estão relacionados com códigos maliciosos não são tão restritos como no caso dos repositórios oficiais que no caso de Android é o Google Play. Vale a pena mencionar que a versão 4.2 do sistema operacional móvel do Google trará incorporada uma nova característica de segurança que perguntará ao usuário sobre se está de acordo em instalar uma aplicação que acesse a recursos sensíveis ou suas funções que podem significar um custo para o usuário. Também ao tomar este tipo de medida preventiva, o convidamos a ler nosso Guia de segurança para dispositivos móveis o qual encontra-se disponível em nosso Centro de Ameaças e é de acesso gratuito.

H. Camilo Gutiérrez Amaya

Especialista de Awareness & Research

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